Casamento coletivo evangélico será realizado em presídio de segurança máxima

Um casamento evangélico com 16 noivos, sendo oito detentos do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC) – Segurança Máxima de Campo Grande – acontece dia 11/02 às 13h no presídio do Jardim Noroeste, em Campo Grande.

A segurança estará reforçada para cerimônia civil e religiosa. O pastor Marcos Ricci, da Igreja Batista, é o responsável pelo culto. Os detentos são batizados e congregam da mesma religião dentro da unidade penal.

A lua-de-mel será dentro das celas nos dias de visitas (sábados para os detentos dos pavilhões 1 e 3 e 4 e domingo para os do pavilhão 2). Como a Máxima está superlotada, conta com pelo menos 1,5 mil presos num espaço construído para 450 (informações extras-oficiais), o espaço físico para os noivos ficarem a sós será improvisado no dia das visitas. Dentro do presídio há uma regra de respeitar os casais e familiares, ou seja, os outros detentos que vão liberar as celas para os recém-casados,

O Setor Psicossocial do presídio, responsável pela organização do evento, informou que a idéia de realizar o casamento surgiu após solicitação dos internos evangélicos. O casamento é uma exigência da religião para que seja consumado o ato sexual.

A cerimônia

O casamento acontece no setor de trabalho do presídio. A cerimônia não vai ser aberta aos familiares, mas será acompanhada por cerca de 80 internos que também congregam na Igreja Batista.

A cerimônia será completa, com direito a marcha nupcial. Após o casamento será servido um coquetel e cortado o tradicional bolo de casamento.

O coquetel e o bolo serão oferecidos pela administração do presídio, juntamente com a Real Food, empresa responsável pela alimentação no estabelecimento penal. O refrigerante ficará por conta dos noivos.

Ressocialização

De acordo diretor do EPJFC, João Bosco Corrêa, o trabalho religioso que é desenvolvido na unidade penal é de grande importância para que os reeducandos busquem novos caminhos. “Como o casamento é uma das necessidades para que eles sigam os seus preceitos religiosos, decidimos tornar possível essa cerimônia”, comenta.

O diretor ressalta que a assistência religiosa tem representado uma das iniciativas mais eficazes no processo de ressocialização. Segundo ele, assim como a Igreja Batista, também desenvolvem trabalhos religiosos com os internos no Presídio de Segurança Máxima representantes das igrejas Católica, Assembléia de Deus, Universal e Adventista, além do grupo religioso Missão Atrás das Grades.

Fonte: Midiamax

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